As comunidades que construíram Rondônia
Distrito também é Rondônia
Rondônia foi aberta por gente que chegou primeiro. Quem levantou casa na linha, abriu picada, plantou o primeiro café e criou a primeira escola em barracão de madeira fez este estado existir. Muitos distritos de hoje nasceram exatamente assim.
O que essas comunidades cobram, com razão, é reciprocidade. A estrada que some no inverno e vira poeira no verão. A escola mais distante da rede. O posto de saúde que existe, mas onde o médico não fica. O sinal de internet que não chega. A produção que fica parada na porteira esperando a estrada secar.
Nas comunidades ribeirinhas a raiz é a mesma. Ali o rio é a estrada, e quando o barco não é seguro ou o porto não existe, não há caminho alternativo.
Distrito não é sobra de município. É comunidade, com nome, com história e com produção. E precisa ser tratado assim pelo governo do estado.
O que propomos ☝️
Programa de Apoio aos Distritos
Pavimentação de ruas de distrito feita com as usinas de asfalto do próprio Departamento de Estradas de Rodagem, sem depender de contrato caro com terceiros. União Bandeirantes, Extrema, Nova Califórnia, Tarilândia e Rondominas estão nominalmente no plano, e o programa se estende aos demais distritos.
Acesso asfaltado a União Bandeirantes
Estradas que chegam aonde ninguém chega
Recuperação e pavimentação dos acessos a Jacinópolis, Rio Branco e Rio Pardo, em Buritis; ao distrito Colina Verde e a Tarilândia; ao distrito Marcão e a Izidrolândia; ao distrito Triunfo; a Tabajara; a Nova Estrela; ao Forte Príncipe da Beira; e ao distrito do garimpo de Bom Futuro.
Fim das pontes de madeira
Substituição progressiva de todas as pontes de madeira das estradas vicinais por pontes definitivas. É segurança para o transporte escolar e para o caminhão de leite.
Programa Rondônia Sem Atoleiro
Manutenção permanente das estradas vicinais e dos acessos produtivos, feita em parceria com as prefeituras.
Portos ribeirinhos
Construção de portos comunitários em Calama, São Carlos, Nazaré, Demarcação, Aliança, Fortaleza do Abunã, Cujubinzinho, Triângulo e Baixa da União, além de portos em Costa Marques, Guajará-Mirim, Cacoal, Jaru e Ji-Paraná.
Barco Popular
Um programa para substituir embarcações antigas de madeira por barcos mais seguros, com estaleiros nas calhas dos rios Madeira, Guaporé e Mamoré e redução de imposto sobre aço naval, motores e placas solares.
Barcos da Produção
Transporte da produção ribeirinha de cacau, açaí, banana, macaxeira, urucum, inhame e melancia até o ponto de venda.
Saúde Ribeirinha
Atendimento regular nas calhas do Baixo, Médio e Alto Madeira, no Vale do Guaporé e nos rios Mamoré, Machado, Jamari e Roosevelt, além da Reserva Extrativista do Rio Cautário.
Consultórios em contêiner e telessaúde
Unidades de atendimento em áreas remotas, conectadas por internet via satélite onde não existe cabo de fibra óptica.
Carretas da Saúde e Escolas Móveis
Unidades móveis de atendimento e de curso técnico que vão até o distrito, em vez de exigir que o morador viaje.
Internet que chega
Conexão por fibra e satélite com prioridade para escolas rurais, comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas.
Compra da produção local
Aquisição de alimentos da agricultura familiar da região para a merenda escolar, garantindo renda a quem produz ali mesmo.
Este plano é apenas o nosso ponto de partida
Quando percorremos o estado, fomos também aos distritos. União Bandeirantes e Rondominas estão citados no plano porque conversamos com quem mora lá.
Rondônia tem muito mais distritos e comunidades do que qualquer lista conseguiria nomear. Se o seu não aparece citado aqui, ele não está de fora. Os programas deste plano são estaduais e regionais, feitos para alcançar toda a população: a manutenção das estradas vicinais, o fim das pontes de madeira, as unidades móveis de saúde e de curso técnico, a internet por fibra e satélite e a compra da produção da agricultura familiar valem para o estado inteiro.
Um plano feito de conversa 💬
Este projeto de governo não nasceu de gabinete. Percorremos Rondônia em reuniões, visitas e conversas diretas com produtores rurais, mães de família, jovens, comerciantes, servidores públicos, profissionais de saúde, lideranças religiosas e comunitárias.
Ele está organizado em dez grandes eixos e reúne o que conseguimos escutar até aqui. Não é uma lista de respostas prontas, nem a única forma de resolver os problemas do estado. É um ponto de partida sério, construído com quem vive cada realidade.
E ele continua sendo escrito. Se você tem uma proposta, uma crítica ou uma necessidade que não está contemplada, queremos saber.